Nota de Repúdio do Instituto Soyuz e do CEI-Soyuz aos ataques norte-americanos à República Bolivariana da Venezuela

O Instituto Soyuz e o CEI-Soyuz repudiam com a máxima veemência o ataque militar perpetrado hoje, 3 de janeiro de 2026, pelos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela, que resultou em explosões na capital Caracas e em várias regiões do país, pondo em risco a vida de civis, promovendo destruição e violando a soberania venezuelana, bem como sequestro do presidente Nicolás Maduro e a promoção da deposição forçada de seu governo.

A ofensiva, denunciada pelo governo venezuelano como “gravíssima agressão militar” e violação flagrante da Carta das Nações Unidas, representa uma escalada imperialista inaceitável no continente americano, que expõe não apenas o povo venezuelano à violência e ao caos, mas ameaça a paz e a estabilidade de toda a América Latina e do Caribe.

Salientamos que essas ações se mostram particularmente incompatíveis com o contexto diplomático vigente, no qual o governo venezuelano vinha demonstrando disposição para o diálogo e para a cooperação internacional. Entre os esforços sinalizados, destacam-se propostas de negociação política, iniciativas de cooperação no combate ao narcotráfico e a abertura ao diálogo sobre a participação de empresas estrangeiras, inclusive norte-americanas, no setor energético venezuelano.

Um incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela. Foto: AFP. Reprodução: Carta Capital.

A adoção de medidas coercitivas externas em um cenário de negociações em curso compromete a confiança entre os Estados, agrava tensões regionais e enfraquece os mecanismos multilaterais destinados à solução pacífica de controvérsias.

Sob o pretexto histórico de “restabelecer a democracia”, os Estados Unidos buscam desestabilizar governos que não se curvam aos seus interesses. Esta ação sinaliza que nenhuma nação latino-americana está segura se permitir que o uso da força substitua o Direito Internacional.

O apetite imperialista volta-se agora para os recursos estratégicos do século XXI. Assim como o petróleo venezuelano é o alvo imediato, as vastas reservas de terras raras, minerais críticos e a biodiversidade de países como o Brasil estão na mira dessa mesma lógica de dominação. A submissão de um vizinho ao jugo do imperialismo abre precedentes perigosos para que nossas próprias riquezas sejam expropriadas sob intervenções semelhantes. Defender a Venezuela é defender a integridade do território brasileiro e a posse soberana sobre nossos recursos.

Venezuelanos se mobilizam em diferentes cidades para se posicionar contra os ataques estadunidenses ao país. Foto: Telesur. Reprodução: Opera Mundi.

Reiteramos que qualquer processo de mudança política deve ocorrer exclusivamente por meios pacíficos, democráticos e constitucionais, cabendo unicamente ao povo venezuelano decidir sobre seus rumos políticos e institucionais, sem pressões ou interferências externas.

Expressamos nossa solidariedade incondicional ao povo e ao governo bolivariano da Venezuela, e condenamos a política intervencionista estadunidense, que busca impor sua vontade por meio da força, coerção e desrespeito ao direito internacional. Exigimos a imediata cessação de todas as ações militares, o respeito à autodeterminação dos povos e a mobilização da solidariedade internacional contra esse ataque imperialista.

Que os povos organizados resistam, se levantem em defesa de sua soberania e construam uma fronte única contra toda forma de dominação externa! Viva a América Latina!

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